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Linha Inter-Hospitais foi fruto de reivindicação dos Amigos do HC

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O ano era 1997. As manchetes de diversos jornais da época anunciavam: “Curitiba cria ônibus inter-hospitais”. A notícia fazia referência à última novidade no sistema de transporte da cidade, a linha inter-hospitais, fruto de uma reivindicação da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas.

O projeto permitiu que pessoas carentes utilizassem o transporte coletivo de Curitiba para trilhar os hospitais da cidade em busca de atendimento e também facilitou a locomoção dos profissionais da saúde. Foi aprovado pelo prefeito de Curitiba na época Cássio Taniguchi, após solicitação do vereador Ney Leprevost Neto e apoio do vereador Rui Hara.

A ideia do ônibus partiu da Irmã Glaci, uma freira conhecida no Hospital de Clínicas por auxiliar pacientes provenientes de todas as regiões do estado que chegam ao HC todos os dias em busca de atendimento médico. Após perceber a grande dificuldade de locomoção da população, ela compartilhou a ideia com os Amigos do HC, então presidido por Fernando Miranda. A proposta foi aprovada em tempo recorde na Câmara Municipal e o primeiro ônibus da linha começou a operar dia 11 de agosto daquele ano.

A linha inter-hospitais começou percorrendo dez hospitais e três centros de saúde, num itinerário de 15 quilômetros, ao todo eram 33 paradas. O ponto de partida era a Estação Rodoferroviária porque atendia também as pessoas que chegavam de outras cidades para tratamento de saúde em Curitiba. Na rota, o Hospital de Clínicas ainda é um dos pontos de parada principais. Nos 24 anos desde a criação da linha, milhares de pessoas desceram buscando atendimento no maior hospital público do Paraná.

Atualmente, os ônibus têm ponto na Unimed Alto da XV, Clínica de Fraturas/Hospital do Coração, Hospital Oswaldo Cruz, Hospital Cajuru, Hospital das Nações, Hospital de Clínicas, Unidade de Saúde Mãe Curitibana, Hospital Evangélico, Hospital Militar, Hospital Nossa Senhora das Graças, Hospital Pequeno Príncipe e Laboratório Frischmann-Aisengart. Os ônibus ainda passam perto de vários outros estabelecimentos da área de saúde. A linha é circular e roda a área central num raio de cinco quilômetros e conta com ônibus especiais com elevador de acesso e adaptados para pessoas com deficiências. Diariamente, são 700 quilômetros percorridos em 36 viagens.

O ex-presidente dos Amigos do HC, Ney Leprevost Neto, conta que a Irmã Glaci era sua grande amiga na época e o procurou assim que se sentiu tocada pela situação que passava pessoas que precisavam de atendimento no HC, mas não conseguiam ir até ele. Logo surgiu a ideia de uma linha que recebesse aqueles que chegavam do interior na Rodoferroviária e precisavam ir até um hospital da capital e região metropolitana.

“Chegavam pacientes carentes que não tinham dinheiro para pagar um táxi, ficavam perdidos atrás de uma maneira de chegar até o hospital. A Irmã Glaci me trouxe essa preocupação junto com o Dr. Fernando Miranda. Elaborei o requerimento na Câmara Municipal e o prefeito aceitou a ideia, que recebeu o apoio do vereador e médico Rui Hara. Passei a me reunir com a equipe técnica da Urbs e saiu a linha de ônibus-interhospitais. ”, relata Ney Leprevost.

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